Cresci aprendendo a ter vergonha das coisas que gosto. Desenho, videogame... Não me sinto a vontade compartilhando conteúdos que me inspiram para as pessoas que dizem que me amam.
Gostar do que gosto na idade que tenho é um tabu que eu contorno diariamente. Seja explicando o que eu estou fazendo de forma genérica ou usando fones de ouvido.
Ok, eu reconheço que em muitos momentos eu sou uma pessoa difícil de se lidar,
Sou teimoso, orgulhoso, ressentido... Uma frase pode arruinar meu dia ou me fazer precisar de terapia dos amigos.
Eu não gosto de estudar
Eu posso provar meu valor de muitas formas, mas estudar não é uma delas.
Eu quero aprender a desenhar de forma mais criativa (eu costumo desenhar sempre as mesmas coisas)
eu quero aprender a falar japonês
eu quero competir em campeonatos
Ninguém vê potencial nisso
Ninguém me estimula para isso
Quando alguém tenta me estimular a estudar é um desestímulo ao resto.
Principalmente quando em falam pra estudar para concurso e fazer o que quero apenas como lazer.
Não funciono assim
Não vou funcionar assim
Quando atingimos o "faz o que você quiser" seguido de "deixei você fazer o que você queria e não deu em nada, você ainda é um desempregado" faltou o estímulo.
Explicando:
Quando começa o "faz o que você quiser" a primeira coisa que faço é relaxar do estresse recente que foi toda a discussão, situação de reprovação ou decepção que levou a isso tudo.
Quando estou prestes a me sentir confiante e determinado eu levo a rasteira que é a segunda frase e eu entro no ciclo.
Eu sou um maluco mal compreendido
Eu sou divertido, solícito, educado (quando quero, em sentido de etiqueta). Eu gosto de mim.
Sou impulsivo, legítimo, espontâneo, e tímido/educado.
Eu me vejo com mais qualidades que defeitos.
Mas convivo com pessoas que vêem o contrário. Que fofocam de mim em minha ausência. Fofoca extensa e intensa, como constatei na última ocasião.
A última geração cresceu com uma fórmula e quer implementar essa fórmula por toda a eternidade.
Há dez anos tento competir com essa fórmula.
Quando me dá vontade de estudar, vontade mesmo de passar em um concurso pra finalmente calar a boca da minha família que me atormenta com isso todos esses anos, a motivação para estudar de verdade só dura dois diasinhos.
Tem gente que consegue estudar meses, mesmo odiando o assunto com disciplina e determinação.
O meu talento é paciência (e arrotar pelo nariz) e outras peripécias criativas, como fazer esse textão.
Concluo então que estou condenado a decepcionar a minha família, visto que eu prefiro gerar conteúdo em texto do que absorvê-lo. A melhor forma de lidar com isso é... [No próximo bloco eu posso de repente terminar essa ideia já bastante extendida. Fique ligado nos próximos episódios de... "Coitadinho de Mim"]
Gostar do que gosto na idade que tenho é um tabu que eu contorno diariamente. Seja explicando o que eu estou fazendo de forma genérica ou usando fones de ouvido.
Ok, eu reconheço que em muitos momentos eu sou uma pessoa difícil de se lidar,
Sou teimoso, orgulhoso, ressentido... Uma frase pode arruinar meu dia ou me fazer precisar de terapia dos amigos.
Eu não gosto de estudar
Eu posso provar meu valor de muitas formas, mas estudar não é uma delas.
Eu quero aprender a desenhar de forma mais criativa (eu costumo desenhar sempre as mesmas coisas)
eu quero aprender a falar japonês
eu quero competir em campeonatos
Ninguém vê potencial nisso
Ninguém me estimula para isso
Quando alguém tenta me estimular a estudar é um desestímulo ao resto.
Principalmente quando em falam pra estudar para concurso e fazer o que quero apenas como lazer.
Não funciono assim
Não vou funcionar assim
Quando atingimos o "faz o que você quiser" seguido de "deixei você fazer o que você queria e não deu em nada, você ainda é um desempregado" faltou o estímulo.
Explicando:
Quando começa o "faz o que você quiser" a primeira coisa que faço é relaxar do estresse recente que foi toda a discussão, situação de reprovação ou decepção que levou a isso tudo.
Quando estou prestes a me sentir confiante e determinado eu levo a rasteira que é a segunda frase e eu entro no ciclo.
Eu sou um maluco mal compreendido
Eu sou divertido, solícito, educado (quando quero, em sentido de etiqueta). Eu gosto de mim.
Sou impulsivo, legítimo, espontâneo, e tímido/educado.
Eu me vejo com mais qualidades que defeitos.
Mas convivo com pessoas que vêem o contrário. Que fofocam de mim em minha ausência. Fofoca extensa e intensa, como constatei na última ocasião.
A última geração cresceu com uma fórmula e quer implementar essa fórmula por toda a eternidade.
Há dez anos tento competir com essa fórmula.
Quando me dá vontade de estudar, vontade mesmo de passar em um concurso pra finalmente calar a boca da minha família que me atormenta com isso todos esses anos, a motivação para estudar de verdade só dura dois diasinhos.
Tem gente que consegue estudar meses, mesmo odiando o assunto com disciplina e determinação.
O meu talento é paciência (e arrotar pelo nariz) e outras peripécias criativas, como fazer esse textão.
Concluo então que estou condenado a decepcionar a minha família, visto que eu prefiro gerar conteúdo em texto do que absorvê-lo. A melhor forma de lidar com isso é... [No próximo bloco eu posso de repente terminar essa ideia já bastante extendida. Fique ligado nos próximos episódios de... "Coitadinho de Mim"]
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