É muito bom valorizar nosso próprio pensamento. É o que me inspirou a começar a escrever este blog que pode virar um livro. Mas valorizar o pensamento demais pode ser perigoso. Em situações de insegurança, nosso cérebro (o meu, melhor dizendo, né?) faz questão de entender errado, completar frases e supor coisas contra nós mesmos. Quando ouvimos uma voz de alguém que nos atinge entramos em um estado de transe para tentar ouví-la melhor para nos defendermos. Geralmente ouvimos nosso nome e piramos. Começamos a criar relações entre palavras mal pronunciadas com medo de alguma consequência que nunca irá existir, ainda mais ouvindo cochichos. Pensamos em como pensamos demais. Pensamos em pensar menos. E a ironia legítima gera um pânico. "Estou enlouquecendo". Respira fundo. E tentamos um hard reset cerebral sem sucesso. E sua mente cria afirmações em massa que te congelam, que te confundem. E a melhor maneira de continuar descrevendo isso é continuar nesse ritmo de texto por mais umas cinquenta linhas. Por que eu faria isso?
(Ontem eu vi um carro! O que eu entendo: "Ontem eu vi o Ricardo!" Quem me viu ontem? Me viu fazendo o que? Me viu quando? Eu devo ter entendido errado. Será? Eu não posso perguntar!!)
Eu tenho um membro da minha família que me faz muito mal psicologicamente. Ele faz questão de proferir palavras de ódio sobre Josefa, nome fictício, para pessoas que a amam. Por que ele faz isso?
Porque ele quer. Porque não deve satisfação, respeito a ninguém. É autossuficiente em seu dinheiro. Ele é bem empregado, uma pessoa metódica e perfeccionista que gosta de encontrar defeitos em coisas mundanas. Gosta de registrar episódios em seu caderninho do rancor e manter erros passados sempre no presente. É registro sério. Não são notas mentais não. São provas concretas de que você um dia foi filho da puta. Tem o ego grande por ser bem sucedido e se acha melhor que os outros. E dificilmente sinto felicidade verdadeira em sua voz.
Falando em voz, sua voz me desequilibra. Ele é autoritário, pavio curto. Sempre que se ouve a voz dele, tem-se a impressão de que ele está falando mal de alguém, coberto de razão e sempre reina o medo de que o assunto seja você, no caso eu.
Me sinto bem em conseguir colocar um fone de ouvido e ouvir algo para ignorar o som desagradável.
(Ontem eu vi um carro! O que eu entendo: "Ontem eu vi o Ricardo!" Quem me viu ontem? Me viu fazendo o que? Me viu quando? Eu devo ter entendido errado. Será? Eu não posso perguntar!!)
Eu tenho um membro da minha família que me faz muito mal psicologicamente. Ele faz questão de proferir palavras de ódio sobre Josefa, nome fictício, para pessoas que a amam. Por que ele faz isso?
Porque ele quer. Porque não deve satisfação, respeito a ninguém. É autossuficiente em seu dinheiro. Ele é bem empregado, uma pessoa metódica e perfeccionista que gosta de encontrar defeitos em coisas mundanas. Gosta de registrar episódios em seu caderninho do rancor e manter erros passados sempre no presente. É registro sério. Não são notas mentais não. São provas concretas de que você um dia foi filho da puta. Tem o ego grande por ser bem sucedido e se acha melhor que os outros. E dificilmente sinto felicidade verdadeira em sua voz.
Falando em voz, sua voz me desequilibra. Ele é autoritário, pavio curto. Sempre que se ouve a voz dele, tem-se a impressão de que ele está falando mal de alguém, coberto de razão e sempre reina o medo de que o assunto seja você, no caso eu.
Me sinto bem em conseguir colocar um fone de ouvido e ouvir algo para ignorar o som desagradável.
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